Aos Diretores “crentes”

Estrategia

Ao longo da história sempre houve pessoas capazes de entender as transformações do seu ambiente antes das demais.

Dependendo da época em que viveram podiam ser rotuladas de bruxos, hereges, loucos ou qualquer outra perigosa etiqueta. Mas, por sorte, os tempos mudaram e atualmente existem profissionais com visão e empatia para serem capazes de liderar uma mudança dentro das organizações.

Nos projetos vinculados ao ambiente 2.0 os chamamos “HEROIs” (Highly Empowered and Resourceful Operatives) personas conectadas e com capacidade de entender o valor da vinculação social. Não tenho nenhuma dúvida de que Colombo, Darwin ou Edison seriam “early adopters” de tecnologias capazes de dinamizar a gestão do conhecimento e da inovação a uma velocidade que nunca antes o ser humano havia visto.

O objetivo deste post é animar a todos os crentes que estão apostando em que a sua organização adote uma cultura capaz de enfrentar-se com sucesso a esses novos ambientes apesar de que, às vezes, as estruturas desenhadas há muitos anos sejam relutantes a estas mudanças.

Dentro dos projetos que desenvolvemos em Territorio creativo há uma parte fundamental que é o trabalho conjunto com os nossos clientes para implementar uma cultura 2.0 dentro das companhias. Todos sabem que nas organizações de grande porte é complexo transmitir aos colaboradores as mensagens chave para entender uma transformação tão importante como é a relação entre consumidores e marcas numa sociedade altamente conectada. Mas, nossa experiência com estas grandes companhias nos permite ver como os projetos que contam com o apoio da Direção Geral conseguem que se transmita essa mensagem e que muitos diretores e colaboradores atuem como evangelizadores, capazes de acelerar a disseminação deste vírus benigno no âmbito interno.

As capacidades de uma organização com cultura 2.0 são muitas, mas gostaria de destacar algumas:

  • Capacidade de conversar com clientes e não clientes de uma maneira honesta e transparente.
  • Capacidade de ter uma estratégia de marca orientada à vinculação e não à defesa da reputação da marca.
  • Capacidade de gerar comentários positivos e de aumentar a reputação da marca graças à comunidade (meios conseguidos).
  • Capacidade de que os próprios usuários defendam a marca nos comentários negativos.
  • Capacidade de tomar decisões, por parte dos diretores, em função dos dados reais de seus clientes na mídia social.

Estes Diretores “crentes” são pessoas capazes de entender a importância de pôr o cliente no centro de nossas comunicações e manter essa vinculação durante todos os pontos de contato que há entre marcas e clientes na sua relação (pré-venda, venda e pós-venda) pensando em termos de longo prazo, no local de uma forma global.

Temos a sorte de compartilhar o tempo na implantação destes planos com alguns dos nossos diretores que conseguem que nosso trabalho obtenha cotas muito elevadas de satisfação por serem testemunhas da obtenção de resultados positivos em muitos de nossos projetos.

Não me esqueço das pequenas e médias empresas com maior capacidade de manobra e flexibilidade na hora de implantar ambientes orientados à interação com seus consumidores e com um destacado grupo de empresários apostando pelo digital, ainda que tenham que acrescentar horas às suas longas jornadas de trabalho. E o fazem, simplesmente porque tem a convicção de que a aposta pela vinculação em plataformas sociais tem um retorno, a médio e longo prazo, sempre positivo.

Para terminar, recomendo alguns livros que se aprofundam no tema: “Groundswell” de Bernoff, “O futuro da administração” de Gary Hamel e, obviamente,“#Socialholic”, de Juan Luis e Fernando Polo, onde podem ler exemplos de empresas espanholas que já iniciaram essa viagem sem retorno com seus clientes e onde estão as chaves para orientar as companhias em direção a uma P de “pessoa”.

Imagem de afloresm em Flickr

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